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O GUARANY
O índio brasileiro de José de Alencar
José Martiniano de Alencar (Messejana, 1 de maio de 1829 — Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877) foi um jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo brasileiro. Nascido no Ceará, por volta de 1837, a família transfere-se para a capital do Império e José de Alencar, então com onze nos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar.
Em 1857, alcançou notoriedade com o romance O GUARANY.
Nesse romance José de Alencar criou uma mitologia nacional compatível com os romances europeus do período, que traziam frequentemente temas relacionados à cavalaria e aos tempos medievais: uma vez que o Brasil não possuía cavaleiros nem feudos, Alencar soube adaptar magistralmente o tema, sugerindo uma evocação ao passado indígena (imaginado) com igual brilho e diversidade. O herói Peri, no entanto, possui características bastante inesperadas para um índio, como a obediência quase irrestrita ao homem branco e o comportamento cavalheiresco.
José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro é uma epopéia sobre a origem do Ceará, tendo como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo livro tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.
Os índios são ícones do início da História do Brasil, e retratá-los através da literatura, como Alencar assim o fez, foi o meu objetivo através da Moda para o III Porto Alegre Fashion Show.
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